quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Imagine com o Justin


  Pi.. Pi.. Pi..
  - Alô? - Uma voz sonolenta bradou do outro lado da linha.
  - Justin.. - Minha voz saiu em um sussurro.
  - Fala (S/n). - Sua voz pareceu irritada ao saber que era eu quem o ligava, afinal ele havia me mandado sair da vida dele, mas em uma situação dessas eu estava completamente desesperada, e ele tinha uma grande parcela de culpa.
  - Eu sei que você me mandou não te procurar mais, mas.. - Parei tomando fôlego.
  - Mas você estava fazendo o oposto disso.. - Ele falou. O tom de voz dois oitavos mais alto que o normal.
  - É importante, caralho. - Falei cortando-o antes que ele falasse mais alguma coisa, pois mesmo ele não acreditando em mim, eu o amava, e me manter afastada dele e fingindo que não sentia nada já era doloroso demais, eu não precisava das palavras dele para me machucar ainda mais.
  - Então fala. - Ele abaixou a voz.
  - Há um tempo comecei a sentir indisposição e enjoos, mas nem fui atrás de nada ou de ninguém, mas esses dias estava me olhando no espelho e minha barriga está começando a ficar saliente... - Parei, incapaz de continuar a frase.
 - Não vai me dizer que.. - Ele não terminou a frase, e por um bom tempo ficamos apenas ouvindo um a respiração do outro.
  - Eu fiz o teste, Justin. - Falei. - E deu positivo..
  - Não acredito, isso vai arruinar tudo. - Ele falou, mas parecia estar falando mais consigo mesmo do que comigo. - Você não pode ter esse filho, (S/n).
  - Sabia que você ia falar isso.. - As lágrimas escorreram quando ele falou aquilo.
  - Então? - Ele pressionou.
  - Eu vou ter a criança. Você aceitando ou não.. - Falei limpando a lágrima e acariciando de leve minha barriga, que estava começando a crescer.
  - Mas... - Ele se calou de repente, e depois de algum tempo pigarreou e perguntou. - Você tem certeza que eu sou o pai dessa criança?
  - Essa é a única certeza que eu tenho.. - Falei e ele se calou. - Você pode até não acreditar, ou fingir não ligar pra isso, mas eu te amo Justin..
  - Err.. - Ele ficou sem graça e eu pude imaginá-lo corando do outro lado da linha.
  - Não precisa falar nada.. - Falei rapidamente, como se falar mais rápido fosse uma forma de amenizar a dor por ele não sentir o mesmo que eu sentia por ele.
  - Hm.. okay.. - Ele falou calmamente.
  - Vou desligar, não tenho mais nada pra te falar.. - Falei olhando para o relógio de cabeceira, que marcava pouco mais das duas horas da manhã.
  - Espera! - A voz dele ficou mais alta. - Você não vai abortar, não é? - Ele sussurrou.
  - Claro que não! - Falei. - E você não vai me fazer mudar de ideia quanto a isso, porque se estou grávida agora não foi porque eu quis, mas a criança não tem nada a ver com os nossos problemas e não seria certo matar alguém indefeso.
  - Okay.. - Quase nem deu para escutar sua voz.
  - Enfim, tchau Justin, faça o que você achar melhor.. - Falei e sem esperar resposta, desliguei o telefone.

  xx Meses depois xx

  Os meses passaram muito rápido. Estava com oito meses já, e deixei pra descobrir o sexo do bebê só agora, no finalzinho da gravidez..
  Hoje iria fazer o ultrassom e descobrir. Havia me arrumado e estava esperando Patricia, minha melhor amiga, passar para irmos. A consulta era as duas e meia, e ainda eram uma e meia quando a campainha tocou.
  Levantei do sofá, e me dirigi até a porta, abrindo-a e me deparando com o Justin, para o meu espanto.
  - Justin? O que faz aqui? - Falei sem mais delongas.
  - Err.. - Ele olhava para o chão, sem coragem de me encarar. - A Patricia comentou que hoje você descobriria o sexo do bebê e eu pedi se poderia te levar no lugar dela, disse que falaria contigo antes para saber se estaria tudo bem, mas achei que você não me permitiria ir.. Então vim antes do horário para conversarmos.. Desculpa.
  Eu estava atônita com tudo aquilo. Apenas pedi para ele entrar e nos sentamos novamente, pois ficar em pé por muito tempo me cansava demais.
  - Me desculpa aparecer assim do nada.. - Ele falou ainda com a cabeça baixa e sem me olhar nos olhos.
  - Está tudo bem.. - Falei. - Só não entendi ao certo a sua vontade de vim agora.. Você mal ligava para perguntar como nós estávamos, eu sei que não sou importante pra ti, mas estou esperando um filho seu, e o mínimo que você poderia fazer era isso..
  - Eu sei.. Eu errei contigo, errei feio. Mas estou aqui pra antes de mais nada pedir desculpas por tudo isso, vou tentar ser alguém melhor, juro. - Ele passou as mãos pelos cabelos, bagunçando-os, e depois me encarou com aqueles olhos caramelos penetrantes. - E nunca ache que você não é importante pra mim.. porque você é. E muito.
  - Sério que sou? Porque você sabe demonstrar que é uma beleza. - Falei ironicamente.
  - Você é, dá pra você acreditar em mim? - Ele pediu.
  - Eu não sei, juro que não sei.. - Falei desviando o olhar.
  - Eu sempre tentei te afastar de mim porque a vida de celebridade é dura.. - Ele segurou meu queixo e me fez olhar para ele novamente. - Mas em nenhum momento eu deixei de me importar contigo.. Só te afastei de mim porque não queria que você passasse por tudo que eu passei.
  - Eu.. eu não sei o que dizer. - Meu mundo deu uma oscilada.
  - Eu te amo.. - Ele falou calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo. - Tem como você acreditar em mim?
  - Justin.. eu.. eu te amo. - Não consegui responder a pergunta dele. Dentro de mim estava ocorrendo uma confusão, era muita informação pra eu conseguir assimilar..
 - E... Eu me arrependo por um dia pedir pra que você abortasse por pensar que seria a melhor solução, agora, sinceramente vejo como fui um tolo, um adolescente inconsequente como sempre.. - Ele suspirou. - Aliás, eu tenho medo disso..
  - Medo de que? - Me atrevi a perguntar.
  - Medo da sociedade julgar o nosso filho por tudo o que eu já fiz de errado.. - Ele mexeu novamente no cabelo, ele e essa mania.. - Mas, eu queria te dizer que apesar de tudo, estou muito feliz com isso. Eu vou ser pai! Pai.. Que troço esquisito pra quem ainda come sucrilhos pela manhã e fica jogando vídeo game nas horas livres. - Ele sorriu, me fazendo sorrir junto com ele.
  
  - Quer saber de uma coisa? - Falei sorrindo, e ele apenas assentiu com a cabeça. - Acho que você vai ser um ótimo pai..
  - Sério que você.. - Ele começou falando com um sorriso fraco nos lábios.
  - Sim, eu acho. E não, não estou falando isso só pra você ficar feliz. - Interrompi-o e olhei para o relógio, que marcava duas e quinze já.
  Meu Deus como o tempo passava rápido quando eu estava ao lado de Justin..
  - Vamos? - Ele encarou o relógio também.
  - Vamos. - Falei enquanto ele me ajudava a levantar. Depois seguimos até o seu carro, e em poucos minutos já estávamos no consultório sem extrapolar o horário marcado.
  Esperamos por pouco tempo e logo ao entrar no consultório o doutor Rafael conversou rapidamente comigo, apenas para saber como eu estava me sentindo, e logo em seguida nos encaminhou para outra sala acoplada a sua e me deitou na maca para fazer o ultrassom.. Seria a primeira vez que ele revelaria o sexo da criança, e apesar de todas as minhas enormes desavenças com o Justin, eu estava completamente feliz por ele ser a pessoa a me acompanhar nesse consultório hoje.
  - Eu tenho o prazer de informar que.. - O médico começou a falar enquanto movimentava o aparelho contra a minha enorme barriga. - Que será um meninão! - Ele sorriu pra mim depois olhou para o Justin que se encontrava encostado na parede a minha frente.
  Ele parecia estar sofrendo um conflito de emoções. Tinha um sorriso estampado no rosto, mas seus olhos expressavam a confusão que deveria estar ocorrendo dentro de sua mente..
  O médico terminou o exame e nos liberou logo em seguida. Voltamos novamente para a minha casa e o Justin disse que me faria companhia, pois o médico pediu para evitar me deixar sozinha. Enfim, nos sentamos novamente no sofá, e por mais incrível que pareça ele se sentou ao meu lado e passou o braço pelos meus ombros, como sempre fazia antigamente.
  - Sinto falta de você aqui.. - Falei após um longo tempo de silêncio.
  - Eu sinto falta de estar presente.. - Ele suspirou, e apoiei minha cabeça em seu ombro.
  E ficamos novamente em silêncio, apenas ouvindo o som das nossas respirações..
  - Enfim.. - Quebrei novamente o silêncio, que já estava se tornando constrangedor. - No que está pensando?
  - Estava pensando em um nome para o nosso filho.. - Ele falou baixinho e eu não pude deixar de sorrir por perceber que ele falou "nosso" filho..
  - Em qual nome você pensou? - Perguntei curiosa.
  - Hm.. que tal Dylan? - Ele falou sorrindo.
  - Dylan? - Perguntei novamente. - Não gostei..
  - Ah, por que não amor? - Ele fez um biquinho.
  - Porque quero proteger meu filho. - Dei uma risada e ele fez uma careta.
  - Protegê-lo de que? - Ele falou. - De fazer sucesso com as menininhas do jardim de infância com um nome lendário desses?
  - Você não presta, Justin. - Falei ainda rindo.
  - Você pensou em qual nome, então? - Ele perguntou me abraçando mais forte.
  - Não pensei em nada ainda.. - Falei suspirando. - Mas gosto muito de Gabriel.
  - Gabriel é lindo.. - Ele falou sorrindo. - Mas eu ainda fico com Dylan.
  - Ah não. - Falei fazendo bico, e ele segurou meu rosto virando-o para que eu o olhasse nos olhos.
  Então chegou mais perto e juntou nossos lábios, em um selinho demorado, quando nos separamos ele me olhou, e falou depois:
  
  - Err.. - Ele corou um pouco. - Eu precisava fazer isso.. Desculpe.
  - Está tudo bem.. - Falei e sorri.
  Ele apontou pra minha barriga e sussurrou um "Posso?", sem falar nada peguei a mão dele e coloquei na minha barriga delicadamente.
  - Hm.. Olá Dylan. - Ai ele me olhou e riu. - Ou Gabriel, não sabemos ainda, porque eu e sua mãe não conseguimos nos decidir. - Pensei em interrompê-lo e dizer que nosso menininho não se chamaria Dylan, mas aquele momento estava sendo tão fofo que decidi não interferir. - Eu queria que você tivesse um nome lendário, acho que faria sucesso com as menininhas, mas sua mãe é um pouco redutiva nesse ponto, mas não se chateie okay? Vamos encontrar uma solução.
  O sorriso de Justin se alargou e ele continuou.
  - Bem, eu não sei como começar isso, é estranho falar com uma barriga gorda, a última vez que fiz isso foi na gravidez do Jaxon, mas já faz um tempinho.. Sua mãe deve falar contigo o tempo todo, mas você deve estranhar a minha voz, bom sou seu pai. Pai.. Que treco estranho de se falar, mas agora está tudo bem. - O neném se mexeu dentro da minha barriga deixando Justin sem reação, e o fazendo perder o foco do que falava.
  Ele colocou a outra mão também na minha barriga, enquanto um sorriso bobo tomava conta do seu rosto.
  - Acho que ele está gostando da sua voz.. - Falei sorrindo, e apenas fazendo o sorriso dele aumentar.
  - Nós não planejamos você, mas o inesperado aconteceu. - Ele falou. - Primeiro eu tive umas crises, sumi por um tempo da vida da sua mãe e cheguei até a sugerir que você fosse interrompido. Mas ai vieram umas canções, uns livros numa livraria aqui perto, seu ultrassom.. Então eu decidi que eu precisava de você, talvez mais do que você precisa de mim. - Senti ele segurar umas lágrimas ao admitir isso. - Acho que você pode me ensinar muitas coisas.. Como ser menos egoísta, menos inconsequente, ou como dar nó em gravatas, seu avô já tentou umas trezentas vezes, mas acho que ele não sabe o que está fazendo.
  Ele se calou por um instante.
  - Bem, acho que já deu pra sentir que ainda estou meio confuso quanto ao meu papel nessa peça que a vida me pregou. As coisas vão mudar, eu sei, mas acho que vou me sair bem. Dizem que agora vou conhecer o verdadeiro amor, confesso que estou curioso e um puco trêmulo. - Ele sorriu. - Estou louco pra levar você pra conhecer o mundo comigo, ainda é cedo, eu sei, mas podemos nos divertir juntos. Mais tarde, talvez quando você estiver com uns vinte anos, nós podemos beber e falar sobre garotas ou sobre o que está errado na escalação do nosso time do coração. O que você acha?
  Soltei uma risada ao vê-lo falar assim.
  - Bem.. - Ele corou. - Como você pode ver, o clima é de ansiedade, alegrias e de uns tapinhas nas costas. Tenho recebido muitos abraços, parabéns e recomendações pra criar juízo. Não sei o que essas pessoas pensam quando me mandam criar juízo ou quando me dão os parabéns, foi fácil e particularmente gostoso fazer você, mas isso é papo pra daqui uns quinze anos. - Ele soltou uma risada. - Aliás, fiz planos pra cantar pra ti, quando você estiver começando a espernear no berço, e estou louco para ouvir o seu riso.
  - Também estou. - Confessei.
  - Hm, haverá dias que você vai berrar sem parar e eu vou implorar pra que você comece a falar logo e me diga o que você quer, mas tudo bem.. E sobre a mamãe, vou te contar um segredo. - Ele olhou pra mim e sorriu. - Ela é a mulher mais linda desse mundo, o sorriso dela é perfeito e eu a amo mais que tudo. A gente não está junto agora porque eu fui meio idiota, mas eu vou fazer de tudo para reconquistá-la e formar de uma vez por todas a nossa família feliz. E pode apostar, vamos amar você infinitamente.
  Ele deu um beijo na minha barriga depois sorriu.
  
  Então novamente se aproximou de mim e juntou novamente nossos lábios, dessa vez aprofundando mais o beijo.
  - Dessa vez eu vou fazer dar certo.. - Ele falou após separarmos nossas bocas.
  - Promete? - Perguntei, e ele beijou a minha testa e em seguida falou:
  - Prometo.

Então meninas, o que acharam?
Espero que tenham gostado.
POSTO OUTRO IMAGINE QUANDO TIVER 5 COMENTÁRIOS!
#Mary (@letharrygo_)

4 comentários:

  1. ����������������top

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  2. Perfeito divo faiz mais adoro ler imagines e esse desse blog são perfeitos

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