sábado, 8 de novembro de 2014

Lembranças.. com o Louis (parte 2)

Oie moças, então vou postar a continuação, e aqui ta o link da primeira parte, pra quem não leu ainda (clique aqui)

  "O Lou sentiu muito sua falta..."
  Essas palavras ficaram correndo sobre minha mente, meu coração batia mais aceleradamente, minhas mãos suavam frio, eu não sabia o que pensar e muito menos o que fazer..
  Fiquei um tempo olhando para o nada e tentando me recuperar, mas não foi um longo tempo, porque logo a Johannah disse que o Louis já desceria, e bastou essas palavras para meu coração se esquecesse da palavra "controle", e parecesse agir por vontade própria de tanto que batia dentro do meu peito.
  Eu estava tentando controlar meu coração e meus pensamentos, então a única coisa que fez voltar a realidade foram as meninas se levantando. 
  - O Louis já está descendo. - Lottie falou, após segurar minha mão e me fazer levantar também.
  Eu estava sem expressão, tinha medo que minhas pernas fraquejassem de tanto que elas tremiam. Louis estava prestes a descer as escadas, eu já podia sentir seu perfume amadeirado pelo ar, o perfume que por muito tempo lutei para que saísse das minhas roupas e fosse apagado da minha mente como fragrância preferida do mundo.. E agora eu estava ali, sentindo como se fosse transportada há um ano atrás, onde nossas vidas ainda estavam entrelaçadas.
  Em seguida pude ver seu sapato, e as barras dobradas de sua calça jeans, sua marca registrada. Depois conforme ele descia a escada eu podia analisar cada detalhe do seu corpo, ele estava mais forte do que há um ano atrás, seu bíceps era perceptível pela forma como a camiseta caía perfeitamente sobre seu corpo.. E seu rosto, puta que pariu, era exatamente como minha mente se recordava.
  Seu maxilar aparente, sua boca sempre carregando aquele sorriso que seria capaz de por fim as guerras e até mesmo curar o câncer. Okay, curar o câncer é exagero meu, mas por fim as guerras com certeza sim. Aquela boca, carnuda e rosada, que me deu tanto prazer que chego até a senti-la pressionada novamente contra a minha. Aqueles olhos claros perfeitos e mais profundos do que qualquer oceano. E aquele cabelo, que delineava perfeitamente seu rosto..
  
  Como, depois de tanto tempo e tantas mágoas, alguém ainda era capaz de mexer com a gente dessa maneira? 
  Porque eu ainda sentia tudo o que sentia há um ano atrás, era como se nem o tempo que passou fosse capaz de tirar esse sentimento do meu peito. E eu era uma tola por isso.. Claro que ele já havia seguido em frente sem você, (S/n)..
  Logo que ele desceu todos os degraus, percebeu minha presença, sua expressão congelou quando nossos olhos se encontraram, ele ficou ereto e não desviou o olhar, era impossível desviar.. Voltei para o dia em que nos vimos pela primeira vez, havia sido exatamente assim.
  Por um segundo, jurei ter visto um brilho em seu olhar, mas ele o desviou e foi cumprimentar as irmãs.. 
  Sem brincadeira, eu tentei seguir em frente, mas não consegui. Olhei os rostos na multidão a procura do seu. Beijei outras bocas esperando sentir o sabor da sua. Abracei outras pessoas procurando o conforto e o calor que o seus braços me proporcionavam.. Mas era impossível, você é único e especial, e ninguém vai ser capaz de substituir o que eu sinto por ti, ou de te amar mais do que eu te amo..
  Mas me segurei e tentei agir o mais natural possível como se as lembranças e o fato dele estar ali, tão perto mas ao mesmo tempo tão longe de mim, não tivessem nenhuma influência sob minha mente, e principalmente, sob o meu coração.
  Fomos para mesa de jantar e Johannah serviu os pratos, comemos e conversamos sobre assuntos banais. Escola das meninas. Banda do Louis. Minha viagem. Trabalho dos nossos pais. Mas em momento algum chegamos a comentar sobre o meu término com o Louis, sobre como as coisas mudaram em um ano que fiquei fora dessa realidade, não falamos do passado. Parecia que todos já haviam seguido em frente, mas eu era incapaz de aceitar ao fim e recomeçar.
  Já se passavam das onze e meia da noite, e meus pais ainda estavam conversando, e o assunto parecia tão bom que não terminaria tão rapidamente para eles irem para casa rápido. As meninas já haviam subido para descansar, e Louis era o único sentado a mesa sem trocar uma palavra, além de mim.
  Nós nos olhávamos a todo instante, porém nenhum de nós tinha a coragem necessária para iniciar uma conversa.. Muito tempo se passou desde a nossa última conversa. Mas apesar do tempo ter passado, ainda sou a mesma. Ainda morro de amores por ele, ainda fico corada quando nossos olhos se encontram, ainda sorriu ao perceber que mesmo sem que eu esteja o olhando ele me olha, ainda sinto tudo por ele..
  Mas estava se tornando insuportável ficar ali. Eu queria ter coragem de falar com ele, nem que fosse um mísero "Oi..", queria gritar aos quatro cantos que eu ainda o amava, e que em nenhum momento deixei de amá-lo, queria poder sentir novamente o gosto do seu beijo e o calor do seu corpo sobre o meu. Ele estava ali a menos de meio metro de distância, mas era como se quilômetros nos separassem..
  O orgulho separa mais do que qualquer distância.
  Inventei uma desculpa para ir embora dali, falei para a mamãe que precisava descansar um pouco, e ela caiu direitinho. Eu precisava voltar a estaca zero e tentar recomeçar o processo de esquecimento, uma vez falha.
  Me levantei, peguei minhas coisas e em seguida me despedi de Johannah e de seu marido, peguei a chave de casa com o papai e fiquei esperando até um deles tomar iniciativa para abrir a porta pra mim. Mas dentre as cinco pessoas sentadas, a que tomou a iniciativa era a que eu nunca cogitaria tal feito. Sim, Louis se levantou e disse para a mãe que abriria a porta para mim.
  Ele me acompanhou até a rua, e eu apenas disse um "Tchau..", ele retribuiu e fiquei esperando ele fechar a porta pra ir caminhando até em casa. Tinha quase certeza de que ele apenas se prontificou para abrir pra mim para dar um jeito de escapar da conversa dos pais, porém ele não fechou a porta, seus olhos continuaram cravados em mim, como se ele quisesse tomar coragem para fazer algo, mas ao mesmo tempo estivesse com medo.
  Olhei mais uma vez no fundo daqueles olhos cor de oceano, e em seguida me virei e comecei a andar, sem nunca olhar para trás. Dei no máximo cinco passos quando uma mão segurou meu braço e me puxou até que eu tivesse frente a frente com ele. 
  - Louis, o que você está fazendo? - Perguntei quando ao me puxar para perto dele, nossos corpos se tocaram depois de tanto tempo.
  - Eu.. eu preciso falar com você (S/n). - Ele falou, largando o meu braço. - Será que podemos dar uma volta?
  - Claro. - Consegui balbuciar.
  Meu coração estava quase saindo pela minha boca, não sei se pelo fato de eu estar tão perto dele, e ainda me sentir viciada no toque e na textura da pele dele, mesmo depois de tanto tempo, ou se era pelo fato dele ter tomado a iniciativa e ter vindo falar comigo, mesmo eu lutando para me esquecer dele e de tudo que nós já tivemos e compartilhamos, alguma parte do meu coração sempre tem a esperança de que tudo volte ao normal, esse parte antes apenas um pedacinho insignificante, nesse momento estava dominando tudo o que eu sentia..
  Caminhamos um pouco em silêncio. Andávamos um ao lado do outro, mas sem trocar uma palavra, apenas ouvindo nossas respirações que em pouquíssimo tempo passaram a assumir o mesmo compasso. Ele deu uma "tossida" como se estivesse se preparando pra falar algo, e quisesse minha atenção. 
  Olhei pra ele, seus olhos estavam apenas iluminados pela luz da lua em conjunto com os postes noturnos, mas exibiam um brilho próprio e radiante.
  Ele acenou para um banco disposto de seu lado esquerdo e eu me sentei, com ele sentando ao meu lado. Faltava menos de um quarteirão para chegar a minha casa, e já se passava da meia noite. E eu ainda estava na companhia de Louis.. Se fosse a um ano atrás, estaríamos correndo para chegar em casa antes que meu pai me colocasse de castigo por chegar depois do horário combinado.. Sim, as lembranças doem.
  Após sentarmos ele continuou em silêncio.
  - Então.. - Falei.
  - Estou procurando as palavras certas.. - Ele disse, e depois segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos como antigamente.

  
  Senti um arrepio percorrer cada parte do meu corpo. O toque dele era mágico e tinha efeitos sobre mim, os quais eu era incapaz de entender e administrar.
  - Entendo.. - Falei enquanto meu corpo relaxava a medida que ele apertava mais forte minha mão, me passando uma proteção que eu só conseguia sentir ao lado dele.
  - Olha.. eu sei que a gente terminou há um ano. - Fiz que "sim" com a cabeça. - E eu não sei se você conseguiu seguir em frente lá em Amsterdã, mas aqui ou em qualquer lugar que eu fui nesse um ano tudo me lembrava você.. O vento carregava o seu perfume, o rádio tocava sempre músicas que falavam de você, ou pelo menos, me faziam lembrar de você, tudo tinha seu jeito, tudo era feito pra você, cada letra de música, cada melodia.. 
  Eu não consegui falar nada nesse momento, então ele continuou.
  - Sempre alegamos que o término foi dado para que eu tivesse uma chance no programa e que pudesse seguir meu sonho. Quando eu tive essa chance e era pra ter sentido como se meus sonhos tivessem se realizado, mas eu apenas consegui me sentir incompleto por não ter você ao meu lado.. Você é a pessoa que eu quero tanto para um sábado a noite tumultuado quanto para uma tarde preguiçosa de domingo. Você é a menina com quem eu quero namorar, casar, ter filhos e te tornar minha, pra sempre..
  E nesse momento, sua mão apertou a minha mais fortemente, e ele se virou para me olhar. Seus olhos estavam mais brilhantes do que antes, e eles me penetravam.. Ele foi chegando mais perto de mim, e por instinto, coloquei meu braço em volta do seu pescoço, e nossas mãos se soltaram quando a mão dele procurou apressada minha cintura, puxando para mais perto, até me alinhar juntamente ao seu corpo.
  Ele mordeu o lábio inferior como se esperasse minha permissão para o que aconteceria a seguir, e eu apenas aproximei mais meu rosto do dele. Então sua mão apertou minha cintura e nossas bocas finalmente se encontraram após ficarem mais de um ano sem sentir o sabor uma da outra.. E como eu sentia falta desse beijo, desse calor, dessa paixão..

  
  Sua língua pediu passagem e eu rapidamente cedi, minhas mãos bagunçavam o cabelo dele e eu podia sentir ele sorrindo durante o beijo. Meu coração estava disparado, minhas mãos tremiam um pouco, e minhas pernas estavam completamente moles. Ninguém jamais faria com que me sentisse do jeito que Louis fazia..
  - Eu te amo... - Ele disse logo que nossas bocas se separam.
  - Eu te amo... - Repeti ainda com os olhos fechados. - E se isso for um sonho, não me acorda, nunca mais.
  Ele soltou uma risada perfeita.
  - Não é um sonho, pode abrir os olhos.. Vou estar aqui na sua frente e se você me permitir, vou te lembrar todos os dias da sua vida que eu te amo, que nem um ano longe fez com o que eu sentia por você diminuísse, e você é um milagre que aconteceu na minha vida...
  - Promete nunca mais sair dela? Nem se eu te pedir? - Quase implorei.
  - Prometo estar aqui por você sempre..
  - Eu te amo. - Sorri.
  - Eu te amo eternamente.

FIM...

Meninas o que acharam? 
COMENTEM POR FAVOR <3 POSTO OUTRO IMAGINE EM BREVE, QUANDO TIVER 5 COMENTÁRIOS, PODE SER?
E me desculpem pela demora pra postar, a escola entrou em reta final, e eu precisei estudar.. Mas estou de volta.
#Mary (@skinnyIove_)

5 comentários: